A inserção de tecnologias em sala de aula incentiva maior interação dos alunos

Atualizado: 2 de Dez de 2018

Lousas digitais para professores e tablets para os alunos são exemplos de ferramentas que estão tornando o aprendizado mais dinâmico.


Muitas listas de materiais escolares nos últimos anos têm aparecido um item totalmente novo e que tem gerado algum questionamento por parte dos pais: o tablet. Seria o fim do caderno? Das anotações e dos quadros negros? Será que meu filho vai desaprender e ficar com o conhecimento disperso pela internet?



Com certeza esta última pergunta é uma grande dúvida que permeia a cabeça dos pais preocupados com o desenvolvimento intelectual das crianças. A resposta para a introdução do dispositivo móvel em sala de aula, porém, é simples: a sociedade mudou! A forma como as pessoas se comunicam mudou e as escolas estão tentando acompanhar o futuro para ganhar a atenção dos alunos.



Estes, com tamanha quantidade de informações, fontes de pesquisa, exposição a vídeos e outras interações midiáticas, são acelerados, querem acompanhar, são ansiosos e dispersos, absorvendo informações superficiais, mas precisam de orientação para seguirem fontes corretas, para trilharem um caminho pelo conhecimento.



Para este momento é que são introduzidas as novas tecnologias em sala de aula. O professor pode ler um conto do folclore em sala de aula a partir do livro impresso com figuras. Mas pode também mostrar um vídeo no Youtube, para despertar mais curiosidade ou quem sabe ainda encontrar um jogo com os personagens, que vão contar a mesma história, mas de uma forma mais divertida?



No livro O Ensino na Sociedade do Conhecimento, o organizador Andy Hargreaves explica que a sociedade do conhecimento é uma sociedade de aprendizagem, que processa informação de forma a maximizar esse conhecimento, estimular a criatividade e a inventividade, desenvolve a capacidade de desencadear as transformações e enfrentá-las.



Nesta mesma obra, Hargreaves defende que na economia do conhecimento, o sucesso depende da capacidade das pessoas de superar concorrentes com criatividade e astúcia e que problemas e equívocos ao longo do processo de aprendizagem são tidos como oportunidades de aprender.



“Ensinar para a sociedade do conhecimento (...) envolve o desenvolvimento da aprendizagem cognitiva profunda, da criatividade e da inventividade entre os estudantes, a utilização da pesquisa, o trabalho em redes e equipes”.

O que se quer dizer é que as novas tecnologias em sala de aula favorecem a assimilação dos conteúdos apresentados e que estão de acordo com as exigências da nova era de contextualização social.



O que dizer, por exemplo, além dos tablets nas mãos dos alunos e as infinitas possibilidades que oferece, das Lousas Digitais? Estes equipamentos são quadros negros interativos, em que a partir de um software com o assunto que será tratado em sala de aula, o professor consegue desenhar, digitar, ampliar áreas, buscar novas informações, apresentar vídeos.

É exatamente a tela da garota do tempo que é apresentada hoje nos principais telejornais, em que é possível demonstrar a chegada da frente fria, mudar o mapa para ver temperatura e depois para a quantidade de chuva em cada região. Ficou mais fácil do telespectador entender e acompanhar. Imagine agora essa tecnologia em sala de aula!



Marc Prensky é um estudioso e consultor em educação que em 2001 criou o termo ‘nativo digital’, que define as pessoas já nascidas na era em que a tecnologia parece estar dominando tudo e que transitam facilmente entre as tecnologias, que são fluentes na web e tem facilidade para se adaptarem e novas mudanças tecnológicas.

Para ele, os jovens precisam ser educados diferente para o futuro, sendo que a educação precisa passar por uma mudança civilizatória, deixando de ser totalmente racional e passando para as realizações.



Para Prensky, as crianças da geração atual podem realizar coisas no mundo com a tecnologia e suas ferramentas, que em épocas passadas não teriam aptidão para conseguir e, por isso, a educação deve passar por experiências.

As crianças precisam experimentar para realizar e, assim, unir o mundo acadêmico para estarem mais preparados para o futuro, para o mundo do trabalho.



São essas crianças, nativas digitais, que estão em sala de aula hoje sendo alfabetizadas, sendo expostas a conteúdos de diferentes níveis, sendo testadas e questionadas. Para elas, o ideal seria a inserção mesmo das novas tecnologias para incentivar o processo de aprendizagem.


FONTES:

https://movplan.com.br/blog/nativos-e-imigrantes-digitais-no-mundo-da-educacao/

http://g1.globo.com/globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/milenio-entrevista-marc-prensky-criador-do-termo-nativo-digital/6222262/

HARGREAVES, Andy. O Ensino na Sociedade do Conhecimento – Educação na Era da Insegurança, Artmed, 2004.


Saiba mais sobre a primeira escola de ciência da computação e robótica para crianças pelo aqui.

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