Veja porque a habilidade de saber programação é um diferencial para o futuro das crianças

Com o advento da globalização, aprender a falar inglês tornou-se uma habilidade que diferencia muitos analistas, executivos, gerentes, diretores no mercado de trabalho.

Com o passar dos anos, porém, esse aprendizado tornou-se obrigatório para determinadas vagas ou mesmo para um cidadão comum acompanhar informes publicitários que há cada dia utilizam mais conceitos e palavras em inglês, redes sociais, jogos, memes. Muitas coisas em nosso redor estão em outra língua.


Pois bem, saber programação é o novo inglês para o futuro das crianças. Estamos passando por uma fase no mercado que está sendo chamada de Transformação Digital, em que Inteligência Artificial, Internet das Coisas, automatização, Análise de Dados, Aprendizado de Máquinas, sensores, relógios, dispositivos, carros inteligentes estão sendo desenvolvidos e colocados em ação.


Para muitos estudiosos estamos na 4ª Revolução Industrial, sendo que a 5ª Revolução Industrial, logo em breve – num período máximo de duas décadas -, vai se referir à forma como os seres humanos vão se adaptar, utilizar e extrapolar suas ações com o uso de todas essas tecnologias que estão se tornando realidade.



Pesquisa do Fórum Econômico Mundial, por exemplo, aponta que 35% das profissões existentes atualmente serão robotizadas e mais da metade das que permanecem sofrerão grandes alterações nos processos com a inserção das máquinas.

Vão se manter no mercado as pessoas que se adaptarem à nova fase, mas que conseguirem trabalhar em consonância com as tecnologias. Para a mão-de-obra capacitada, não faltará espaço e oportunidades de desenvolverem suas carreiras.


Antecipar o ensino da linguagem de programação para crianças


O ensino da programação deve ser introduzido desde a infância, apresentando muitos benefícios para as crianças. Um deles é justamente o fato de que a codificação tem uma linguagem própria. Cada letra do alfabeto tem uma fórmula diferenciada formada por 0s e 1s que a representam, formando instruções de como a ação deve ser realizada.


Experimentar essa nova linguagem estimula a criatividade dos pequenos e fortalece suas ligações neurais, ajudando especialmente a visualizar conceitos abstratos e a aplicar a matemática em situações do mundo real, de forma lúdica e divertida.


As crianças que aprendem programação têm maior facilidade para planejar e organizar os pensamentos, sabendo que existe um processo que precisa ser seguido. Que para qualquer resultado é necessário planejar uma ação com começo, meio e fim.


De forma resiliente, as crianças aprendem a solucionar problemas, sabendo que precisam testar novas combinações de números e letras para que um robô, por exemplo, movimente os braços ou que o computador execute alguma ação que precise de um código específico. Se o robô não se mexeu é porque houve um erro no processo que a criança precisa encontrar e corrigir.


O que estamos dizendo é que o aprendizado de programação não necessariamente está criando futuros especialistas em Tecnologia da Informação (TI), mas está capacitando um futuro médico que terá que fazer o diagnóstico de um paciente a partir de dados coletados ao longo da vida dessa pessoa e analisado por Big Data.


Estamos falando de futuros advogados que vão defender uma causa, sabendo como o juiz sentenciou outros casos semelhantes a partir da análise de dados de outras defesas. De engenheiros agrônomos que precisam entender as informações geradas pelos sensores da Internet das Coisas para fazer uma nova programação para colheitas mais eficientes.


Enfim, a união entre o ser humano e as máquinas é a grande tendência para a nossa sociedade em um período muito breve. Se as crianças de hoje conseguirem antecipar esses conhecimentos, conseguirão entender como mais facilidade os desafios que terão que enfrentar no futuro.


Fontes: G1, Inoveduc e CBSI

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